2.1- O estado de natureza
O homem não é, por natureza bom, por esta razão,
segundo Hobbes, quando os homens viviam no Estado da Natureza em que eram todos
iguais e, portanto tinham todos os mesmos direitos, cada um fazia o que lhe apetecia.
Hobbes afirma que no estado de natureza os homens podem todas as coisas. Por
isso, eles utilizam todos os meios disponíveis para consegui-las.
Os homens
são maus por natureza (o homem é o lobo do próprio homem), pois possuem
um poder de violência ilimitado, recorrem à violência em prol da segurança
desse bem, expresso pelos outros aquele reconhecimento valorativo que se
autoconfere é também causa da discórdia, porque nenhum homem se vê inferior aos
outros e, por isso, impõe-se violentamente sobre os outros como superior. Assim
Hobbes percebe que nessa condição tudo é possível, já que não há regras que
impeçam os homens de tomar o que é de outrem, nem que os impeçam de infligir
sofrimento ao outro. A partir de um contrato social que visa a abdicação
do poder ilimitado de cada um e um redirecionamento desse poder (poder de
polícia) para a manutenção da ordem e da estabilidade.
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