sexta-feira, 19 de junho de 2015

1 - Introdução ao pensamento de Thomas Hobbes


Será que o ser humano nasce livre?
Não, pois, Thomas Hobbes conclui que somente podemos nos considerar realmente livres quando somos capazes de avaliar as consequências, boas ou más, das nossas ações. 
Na obra Leviatã, Hobbes explanou os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre a necessidade de um enorme governo e de uma enorme sociedade. De acordo com Hobbes, tal sociedade necessita de uma autoridade à qual todos os membros devem render o suficiente da sua liberdade natural, por forma a que a autoridade possa assegurar a paz interna e a defesa comum sendo o Leviatã, uma obra que condiz uma autoridade inquestionável.
Thomas Hobbes defendia a ideia que os homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a um poder absoluto e centralizado. Para ele, a Igreja cristã e o Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as Escrituras, decidir questões religiosas e presidir o culto. Neste sentido, critica a livre interpretação da Bíblia na Reforma Protestante
Sua filosofia política foi analisada pelo cientista político Richard Tuck como uma resposta para os problemas que o método cartesiano introduziu para a filosofia moral. Hobbes argumenta que só podemos conhecer algo do mundo exterior a partir das impressões sensoriais que temos dele ("Só existe o que meus sentidos percebem") possuindo uma descrição da natureza humana como cooperação em interesse próprio. E aqui podemos entender por que Hobbes é com Maquiavel e em certa medida Rousseau, um dos pensadores mais "malditos", tão ofensivo quanto "maquiavélico".



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