Será que o ser humano nasce livre?
Não, pois, Thomas Hobbes conclui que somente podemos
nos considerar realmente livres quando somos capazes de avaliar as
consequências, boas ou más, das nossas ações.
Na obra Leviatã, Hobbes explanou os seus
pontos de vista sobre a natureza humana e sobre
a necessidade de um enorme governo e de uma enorme sociedade. De acordo com Hobbes, tal sociedade necessita de uma
autoridade à qual todos os membros devem render o suficiente da sua liberdade
natural, por forma a que a autoridade possa assegurar a paz interna e a defesa
comum sendo o Leviatã, uma obra que condiz uma autoridade inquestionável.
Thomas
Hobbes defendia a ideia que os homens só podem viver em paz se concordarem em
submeter-se a um poder absoluto e centralizado. Para ele, a Igreja cristã e o
Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o
direito de interpretar as Escrituras, decidir questões religiosas e presidir o
culto. Neste sentido, critica a livre interpretação da Bíblia na Reforma Protestante
Sua
filosofia política foi analisada pelo cientista político Richard Tuck como uma
resposta para os problemas que o método cartesiano
introduziu para a filosofia moral. Hobbes
argumenta que só podemos conhecer algo do mundo exterior a partir das
impressões sensoriais que temos dele ("Só existe o que meus sentidos
percebem") possuindo uma descrição da natureza humana como cooperação em
interesse próprio. E aqui podemos entender por que Hobbes é com Maquiavel e em
certa medida Rousseau, um dos pensadores mais "malditos", tão
ofensivo quanto "maquiavélico".

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